CM sedia oficina sobre ‘Folia de Reis’

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A cultura da Folia de Reis foi tema da oficina realizada na Biblioteca Municipal ‘Lucillene Gargel Yera’, em Cândido Mota, na tarde de sábado, dia 28. Trata-se de projeto idealizado por Mário Reis, de companhia do município de Palmital, que explicou que o projeto existe desde 2013 e este ano passou a acontecer em outros municípios. “Folia de Reis é uma tradição que envolve família e amigos. Cândido Mota tem a sua tradição e por isso a importância de estar aqui neste dia com tantos representantes de bandeiras de várias cidades da região. Agradeço ao prefeito Roberto Bueno, ao secretário de Educação e Cultura Celso Josepetti e à diretora de Cultura Luciane Caron”, falou Reis, que agradeceu aos representantes de todas as bandeiras, com destaque para as duas de Cândido Mota: do ‘Toninho Leiteiro’ e do ‘Zé Godinho’.

 

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A oficina teve muita troca de informações e experiências, já que muitos dos participantes estão em companhias há muitos anos. A Folia de Reis é festa folclórica de fundo religioso, na qual representa o nascimento de Jesus e a visita dos três Reis Magos do Oriente em adoração ao filho da Virgem Maria. Alferes, bandeiras, presépio, santos de devoção, foliões tocando instrumentos como violão, pandeiro, triângulo, bumbos, entre outros, fazem parte do contexto. A Companhia é formada por músicos, além dos integrantes que representam os anjos, as virgens, a Rainha (Virgem Maria), os palhaços, os sentinelas, o Rei Herodes, os três Reis Magos e os Alferes, que carregam a bandeira com a imagem dos Santos. 

 

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O secretário Celso Josepetti agradeceu Mário Reis por ter incluído o município na programação. “É fundamental valorizar a nossa cultura, tradição e a folia de Reis tem tudo isso. Agradeço também os participantes de vários municípios da região. Precisamos preservar a manifestação cultural entre as futuras gerações”, falou Josepetti. Ele agradeceu aos profissionais da biblioteca e ao prefeito Roberto Bueno, por apoiar tais iniciativas. 

 

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As vozes

A oficina não ficou só na teoria e no bate papo. O grupo de participantes se juntou e uma roda aconteceu, como exatamente acontece em uma visita, com o dono da casa segurando a bandeira, o que ficou a cargo do secretário Celso Josepetti. Todos os presentes, há tempos ou aqueles que ainda não haviam participado de uma ‘folia’, encantaram-se com o som das vozes, violas e outros instrumentos que cantaram canções que fazem parte do momento. 
Tradicionalmente, costuma-se ter sete vozes, desde a primeira (Embaixador), até a última (Requinta), lembrando a escala das notas musicais. A ‘Primeira voz’ é o embaixador, capitão, mestre ou puxador, elemento principal da Companhia, o puxador de versos e cantoria, geralmente representa o Folião mais respeitado e ‘sabido’ de todo o grupo. Precisa ser repentista, catequista e trovador. A ‘Segunda voz’ faz dueto com a primeira, ajudando a responder.

É a dupla da frente. Por sua vez, a ‘Terceria voz’ é o chamado ‘caceteiro’; uma voz forte que dita o padrão, fazendo a função da coluna vertebral da cantoria. A ‘Quarta voz’ é a Tala, um tom acima do ‘caceteiro’. A ‘Quinta voz’ é conhecida como ‘Contra Tala’. A ‘Sexta voz’ é o Tipe. A ‘Sétima voz’, a Requinta, a mais aguda, a última.

Porém, existem vários outros grupos, que cantam apenas com duas duplas, somente com a primeira e a segunda voz. Os cantos são de ‘chegada’, onde o ‘líder ou embaixador’ pede permissão ao dono da casa para entrar; ‘saudação’; à lapinha e ‘despedida’. Neste momento, a Folia agradece às doações, a acolhida e se despede. O canto é tirado em solo pelo folião-mestre. Os outros foliões respondem em coro, inserindo a ‘requinta’, um agudo bem prolongado.

 

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