‘Vozes Livres’ se apresenta nesta terça-feira em ‘Café da Manhã Antimanicomial’

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Na próxima terça-feira, dia 21, a partir das 9h, na sede do Centro de Atenção Psicossocial, o Caps, acontecerá o ‘Café da manhã Antimanicomial’ com ‘cantoria, afeto e prosa’, apresentação do ‘Grupo Vozes Livres’. A atividade faz referência ao ‘18 de maio’, Dia da Luta Antimanicomial, um movimento que teve inicio em 1988 com trabalhadores em saúde mental, que ocuparam as ruas da cidade de Bauru manifestando pela extinção dos manicômios no Brasil.
O Grupo Vozes Livres faz parte da oficina terapêutica do Caps em Cândido Mota, com a coordenação da psicóloga Fabiana Andrade. “É uma atividade coletiva, com ações que têm por objetivo socializar, integrar, reinserir e possibilitar os sujeitos a entrar em contato com seus sentimentos, emoções, valores e história de vida, fortalecendo recursos psíquicos, melhorando a autoestima e estimulando trocas afetivas”, disse.

“No caso da Oficina de Música, o meio utilizado é a música, sua criação e resgate de histórias de vida estimulando as vivências, a apropriação do conhecimento, significados e sentidos que a música possibilita, respeitando os sujeitos nas suas individualidades, desconstruindo preconceitos. A música diverte, alegra, encanta e traz conteúdos intensos do existir e do seu relacionar com o mundo, tanto sobre o sujeito e como ele se relaciona com seu meio social”, descreveu a coordenadora do Caps.

“Quando explorada em grupo, a música emerge nos sujeitos as identificações, questionamentos e análises dos diversos períodos de vida e mudanças sociais. A música é comunicação que transforma os sujeitos quando em sofrimento. No Caps em Cândido Mota, essa atividade está presente desde 2004, passou por mudanças e por destinos diferentes, mas sempre valorizada. Atualmente trabalhamos com o sertanejo ‘raiz’ tocado na viola, violão e sanfona. A cada música ensaiada ressignifica o seu conteúdo, o modo de senti-lo, e a relação com a atualidade. A oficina de música acontece todas as terças-feiras no Caps, às 9h, é aberta a toda comunidade”, prosseguiu.

E completou a psicóloga: “A descoberta de potencialidades novas acontece com todos, valorizando como cada um se coloca diante da música. Mesmo sendo psicóloga há mais de 15 anos, há pouco mais de cinco anos, quando comecei a participar dessa oficina, descobri que poderia cantar e experimentar algo novo, sendo ensinada e orientada pelos próprios participantes, e me mantenho num processo rico de trocas afetivas e de vivências. Isto tudo me fez entrar em aula de canto e estou apaixonada”.

 

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O prefeito Roberto Bueno, que tanta ligação tem com a música, especialmente o sertanejo raiz, comentou a emoção que sente ao trabalho realizado no Caps. “Tenho que parabenizar cada profissional do Caps pelo trabalho realizado, cada integrante do grupo que coloca muito sentimento nas apresentações e ensaios, os estagiários, enfim, parabenizar e agradecer a cada um deles que fazem parte da oficina” frisou o prefeito.

Carta do II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental

“Nossa atitude marca uma ruptura ao recusarmos o papel de agentes da exclusão e da violência institucionalizada, que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana, inauguramos um novo compromisso temos claro que não basta racionalizar e modernizar os serviços nos quais trabalhamos. O estado que gerência tais serviços é o mesmo que impõem e sustentam os mecanismos de exploração e de produção social da loucura e da violência.
O compromisso estabelecido pela Luta Antimanicomial impõem uma aliança com o movimento popular e a classe trabalhadora organizada. O manicômio é expressão de uma estrutura, presente nos diversos mecanismos de opressão das fábricas, nas instituições de adolescentes, nos cárceres, a discriminação contra negros, homossexuais, índios, mulheres. Lutar pelos direitos de cidadanias dos doentes mentais, significa incorporar-se a luta de todos os trabalhadores por seus direitos mínimos à saúde, justiça e melhores condições de vida, organizado em vários estados, o movimento caminha agora para uma articulação nacional.

Tal articulação buscará dar conta da organização dos trabalhadores em saúde mental, aliados efetiva e sistematicamente ao movimento popular e sindical. Contra a mercantilização da doença contra uma reforma sanitária privatizante e autoritária; por uma reforma sanitária democrática e popular, pela reforma agrária e urbana; pela organização livre e independente dos trabalhadores; pelo direito à sindicalização dos serviços públicos, pelo Dia Nacional de Luta Antimanicomial em 1988! Por uma sociedade sem manicômios” (Bauru, dezembro 1987 – II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental)

 

 

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