Prefeitura alerta: período de chuvas contribui para proliferação de caramujos africanos

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O caramujo africano, ou  Achatina fulica, espécie de origem africana que foi introduzida no Brasil em uma feira agropecuária na década de 80, no Paraná, existe praticamente em todo o país.

Essa espécie invasora vem se proliferando também em Cândido Mota, principalmente após dias de chuvas, quando é possível vê-los buscando um ligar ao sol, grudados nas paredes de construções, nas calçadas e em muitos outros lugares.

 

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 Com uma população muito densa, essa praga pode causar danos às plantações e hortas, além de transmitir dois tipos de doenças que, felizmente, praticamente não existem no Brasil.

“O controle do caramujo deve ser feito pelos moradores e responsáveis pelos terrenos, mas, para colaborar para a diminuição da população de caramujos, a Vigilância em Saúde realiza a coleta e maceração desses animais” explica Talita Franciscani, Diretora de Vigilância em Saúde de Cândido Mota. “Para isso, foram colocados pontos de coleta dos caramujos na Vigilância e nas Unidades de Saúde do Jardim Aeroporto, São Judas, Frutal do Campo e Nova Alexandria.” Completa Talita.

 

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A enfermeira Patrícia Morato Leite explica o porquê é importante fazer o controle dos caramujos de forma segura. “Embora não tenhamos casos de doenças transmitidas pelos caramujos no município, é muito importante se proteger contra as doenças que ele pode causar, que são a meningite eosinofílica e angiostrongilíase abdominal que podem ser transmitidas pelo caramujo”, explica.

 

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Um exemplar do molusco pode colocar uma média de 200 ovos por postura e se reproduzir mais de uma vez ao ano.

“Para realizar a coleta, o morador deve proteger as mãos com luvas ou mesmo uma sacola plástica e depositar os caramujos nos pontos de coleta.  A prefeitura, então, vai coletar os caramujos e levar para uma destinação final adequada, que impeça o caramujo de se reproduzir. Orientamos a população a não utilizar os caramujos como alimentos ou isca para pescar, não aplicar veneno sobre eles, evitando intoxicações nas pessoas e contaminação do meio ambiente, não deixar crianças brincarem e não jogar os caramujos vivos no lixo ou terrenos baldios” completa Patrícia.

A maceração dos caramujos feita pela prefeitura é importante porque simplesmente matar o caramujo ou jogar sal não adianta. O caramujo pode até morrer, mas os ovos dele presentes em sua concha podem dar origem a muitos outros caramujos, aumentando, assim, a infestação. Na maceração, um rolo compressor esmaga os animais, rompendo as conchas e o produto dessa maceração é tratado com cal antes de ser enterrado em valas de 0, 80 a 1,50 metros, garantindo que, mesmo que haja ovos intactos, eles não proliferem. A cal evita a contaminação do lençol freático pelo chorume.

 

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A secretária de Saúde Amanda Mailio Santana explica que não é possível a prefeitura fazer a coleta dos caramujos. “Assim como no caso da dengue, a população é responsável por limpar seus terrenos e casa de maneira a não deixar criadouros para o mosquito transmissor, no caso dos caramujos é a população quem deve recolher, com a máxima segurança possível, os caramujos de suas casas e terrenos.

O prefeito Roberto Bueno, destaca a importância da população na ação contra o caramujo africano. “É fundamental, sem dúvida, o controle com a participação da população através da catação e da eliminação dos exemplares, sempre seguindo as recomendações de segurança. Mais uma vez temos que voltar a falar sobre limpeza. Estamos num período chuvoso, e isso faz com que ele saia de entulho e de locais onde tem mato. Mais uma vez temos que salientar a necessidade em manter terrenos e quintais limpos” disse o prefeito.

 

 

 

 

 

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